Voluntário usa motoaquática (Jet Ski) para resgatar moradores ilhados em alagamento;
Temporal também deixou 7 mortos na Grande SP. Foram registrados vários pontos de alagamento e quedas de árvores.
Um voluntário usou uma motoaquática para ajudar a resgatar moradores ilhados na região do Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo, na noite de domingo (10), após o temporal que atingiu a capital paulista e Região Metropolitana. Cinco pessoas morreram.
Com os carros completamente debaixo d’água e passageiros sobre os veículos, o motoboy Rafael de Almeida decidiu ajudar no resgate após receber um telefonema de um amigo.
“Comecei a salvar uma pessoa, duas, quando vi já tinha socorrido umas 20 pessoas”, conta.
Na manhã desta segunda-feira (11), as regiões mais afetadas eram a Marginal Tietê, Ipiranga, Cambuci, Vila Prudente, Mooca e o ABC paulista.
Os maiores volumes de chuva registrados entre a noite deste domingo e a manhã desta segunda foram nos seguintes bairros:
- Jabaquara (109,5mm)
- Vila Prudente (103,3mm)
- Vila Mariana (94,6mm)
- Sapopemba (88,5mm)
- Ipiranga (85,8mm)
- Mooca (54,7mm)
Transtornos
De acordo com o Corpo de Bombeiros, foram registradas 601 ocorrências de enchentes, 34 quedas de árvores e 54 ocorrências de desabamento, entre 0h e 6h30 desta segunda.
Sete pessoas morreram. Em Ribeirão Pires, no ABC Paulista, o desabamento de uma casa deixou quatro mortos.
Outras duas pessoas morreram na Avenida do Estado. Além disso, uma pessoa morreu no bairro Taboão em São Bernardo do Campo, no ABC, segundo o porta-voz dos bombeiros, capitão Marcos Palumbo.
No Jardim Zaíra, em Mauá, três casas desabaram após um deslizamento de terra. Ninguém se feriu. O mesmo bairro registrou a morte de quatro crianças em fevereiro após outro deslizamento.
Um ônibus em São Caetano do Sul, no ANC, ficou ilhado pela água. Os passageiros ficaram presos no coletivo desde as 9h. Um homem de pé, com uma criança no colo, contou que deixou seu carro no estacionamento de um supermercado, pois não tinha como sair. "Tá cheio d'água [o carro]. Tá boiando lá", contou.
Uma mulher estava desesperada, porque deixou o pai doente em casa sozinho e não conseguia voltar do trabalho. "Eu sai para trabalhar, sou filha única, meu pai é acamado, deixei ele sozinho e não consigo voltar. Tô pedindo ajuda dos bombeiros, tento voltar desde a meia-noite e não dá", disse ela, que estava ao lado de casa. "Meu pai é deficiente, ele usa fralda, tem uma doença neurológica e está sem comer", lamentou ela aos prantos.
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