Os desafios urgentes do atual Prefeito de Monte Azul Paulista Marcelo Otaviano dos Santos


Numa gestão reduzida a 2 anos por causa da eleição suplementar, o prefeito eleito, o administrador Marcelo Otaviano dos Santos (PHS), assumiu a prefeitura em 29 de novembro e completou cerca de 45 dias de atividades à frente do município e, relatou à nossa reportagem os desafios encontrados até este momento.

“A maior dificuldade ainda está em arrumar a casa no setor administrativa-financeira-logística devido à necessidade de redimensionamento de setores com as suas dificuldades e a quem direcionar as responsabilidades pela falta de capacitação pessoal que ainda não aconteceu”.

Para o prefeito que anunciou ao assumir o conhecimento técnico profissional por parte de seus colaboradores, ele considera que “administrativamente este é ainda o maior desafio” de sua gestão.

Nessa reportagem, abordamos alguns tópicos emergenciais com o prefeito. Vamos a eles:
 


Capacitação tecnológica:

Na data de 14 de janeiro, todos os departamentos da prefeitura (e concedido também à Saemap), foram direcionados à capacitação tecnológica. “Hoje, tudo gira em torno de informática, de dados via do computador e hoje em pleno século 21, existe aqui internamente uma dificuldade em pessoas alimentar uma base de dados. Ainda há uma dificuldade pessoal-técnica que consiga extrair as informações e as faça gerarem mais fácil”.

O prefeito relatou que a prefeitura possui cerca de 700 funcionários empenhados e com boa vontade em realizar as suas atividades as quais nas gestões anteriores não foram permitidas as capacitações. “Você não aprende algo que não fora ensinado e você não passa aquilo que não conseguiu receber” -, explica o prefeito sobre a dificuldade interna no andamento das coisas.

Marcelo afirma que a tecnologia ajudará a evitar a morosidade. “É preciso fazer mais usando menos tempo e também fazer o básico”.  A falta de investimento em infraestrutura, principalmente no setor tecnológico pode afetar o andamento de muitas ações e inclusive na perda de recursos financeiros penalizando o andamento da máquina pública.

O prefeito louvou aos funcionários que através de sua capacidade individual conseguiram se ajustar às necessidades tecnológicas, mesmo assim julga necessário capacitar mais pessoas, como no caso do Setor de Compras e Departamento de Licitação, que recebeu a inclusão de novos colaboradores e julga ter melhorado o andamento e, que “caminha lentamente, pois ainda precisa de capacitação tecnológica e legal para realizar as atividades corretamente”.

Outros exemplos foram citados no setor da saúde: a Estratégia de Saúde da Família (ESF) e os Programas da Saúde da Família (PSF) que, recebem menos de R$ 1.000,00/mês quando poderiam receber até de R$ 10.000,00/mês. A perca está atribuída à não atualização de informações sobre as ações de tais programas. Outra perca significativa chega a R$ 250.000,00 oriundas de indicações de deputados pela inadequação da prefeitura junto ao CAUC (Cadastro Único de Convênios) sistema de avaliação financeira e de informações junto ao governo.

De acordo com o Tesouro Nacional, hoje, cerca de 3,5 mil municípios de 25 estados estão impedidos de realizar convênio devido a pendências como a não publicação de dois dos 13 itens do Cadastro: o Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) e o Relatório de Gestão Fiscal (RGF). A publicação dos relatórios está prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal e o não cumprimento dessa exigência inviabiliza a liberação dos recursos do governo federal.
 



Prioridades e Secretarias:

No início de seu governo pensou na saúde como prioridade: “ela não pode faltar e não espera”, e depois, a Secretaria de Obras, “pois ela faz toda a prefeitura andar e todos os setores estão interligados a ela”.

Confiante no trabalho e conhecimento do Secretário Cícero Pizarro (Tinelau), o prefeito explica o engendramento da máquina: “Para conseguirmos começar o ano letivo na Educação com as escolas e as creches, tudo é preciso passar pela manutenção desse setor; lógico que passa pelo setor de compras e de organização financeira, mas a execução dos serviços prestados vem de Obras, é um departamento primordial”.

Hoje, Marcelo Otaviano julga difícil elencar prioridades em secretárias: “não havia Cultura, precisa acontecer Cultura; o Esporte tem se desdobrado, não temos estrutura de esporte e precisamos melhorar estas estruturas; a saúde, como já citei anteriormente com prioridade, não havia medicamentos e estamos comprando de forma legal pois não se pode comprar medicamentos sem licitações e pregões, o que era preciso e não foi feito”.

O prefeito desabafa: “Tudo isso prejudicou o início de trabalho, a falta de transição e de comprometimento inicial prejudicou bastante a administração, então fiquei acerca de 30 dias e estou ainda em 45 dias atrás de uma mesa fazendo correções, conferências e tudo o mais. Enfim, todos os departamentos caminham e são prioridades.

Sobre as ações realizadas, Marcelo começa pelo Esporte: “as olimpíadas de Pirangi estão acontecendo, a cultura tinha atos para o final de ano e conseguiu fazer de uma forma simples e conseguiu aparecer. A Educação caminha para o início do período escolar e de creches de uma forma que entendemos que é o melhor:  com prédios limpos, em condições de estrutura e que os professores encontrem as salas de aula e equipes em dia, uniformes, tudo que o ano letivo precisa, os alunos e pais de alunos precisam” -, conclui o prefeito.
Mercado de trabalho e desenvolvimento local:

Responsável pelo Setor de Desenvolvimento no município, Henrique Balbino, apontado pelo prefeito “tem se desdobrado em pouco tempo para oferecer as poucas oportunidades que se tem”.

Ainda na terça-feira (15), o prefeito recebeu em reunião no seu gabinete a Associação Comercial e Industrial, o Sebrae e o Sindicato Rural Patronal para estabelecer parcerias com opções de empregos, cursos de capacitação e a abertura de um posto de atendimento do Sebrae alocado dentro do município.

Para Marcelo, essa junção é uma forma de ação que permite a agilização de projetos. “Projetos levam tempo para serem executados e a minha administração tem um tempo reduzido e temos que fazer que as coisas aconteçam instantaneamente”. O prefeito apontou que além dessa parceria, “a cultura tem oferecido cursos que ao longo do tempo possa viabilizar modificação de comportamento das pessoas e gerar trabalho”.

Marcelo expôs ainda: “pela prefeitura oferecemos uma frente de trabalho de uma forma mais pontual e emergencial, estamos criando concursos públicos dentro de algumas áreas que a prefeitura precisa e também vamos trabalhar com estagiários. Isso é o que a prefeitura pode fazer em colaboração com o mercado de trabalho dentro de suas atribuições”.

Quanto ao setor de desenvolvimento, o prefeito aponta que as ações passarão ainda dento do setor agrário e apontou que, através da reunião recente, o Sindicato Rural Patronal (que representa também o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar) oferecerá cursos de capacitação ao município.

O prefeito ainda revela: “Também temos convidado empresas do setor agrário que possam vir a Monte Azul. Temos vários contatos realizados, mas a intenção é não ter a irresponsabilidade de divulgar as coisas sem antes conseguir realiza-las. No momento, sim, já temos uma empresa de revendas de tratores que está se estabelecendo em Monte Azul e, conforme as coisas forem acontecendo iremos divulgando”.
Fiscalização normativa de segurança pública:

Muito se fala no município sobre as necessidades de segurança e adequações às normativas de bombeiros para as instituições municipais tanto na esfera pública quanto privada. O Paço Municipal não atende às exigências adequadas e demais prédios. Quem fosse à Prefeitura até alguns meses atrás poderia encontrar fios passados por buracos na parede e reboco à mostra e nem adaptações aos portadores de necessidades especiais. A própria Casa da Cultura “Fábio Zucchi Rodas” foi interditada por estar em situação de risco.

O prefeito relata que as adequações são uma necessidade real e que devem ser feitas, mas não de forma intransigente e sempre com uma avaliação criteriosa e com avaliação de prazos dentro de uma forma amigável. Otaviano aponta: “A prefeitura como está, que tem um prédio nessa situação, como pode cobrar que os demais prédios estejam em dia? Já estamos tomando providências quanto a isso. A própria Casa da Cultura, condenada, não tem condições de receber mais ninguém, através de meio legal já estamos vendo locações para a Cultura continuar as atividades e a prefeitura tende a se deslocar para uma outra sede bem como as secretarias. Quanto a isso [normativas] a prefeitura buscará contemporizar com o comércio local, empresas e instituições religiosas uma forma de proceder, pois a Legislação muda dinamicamente e quanto a isso é preciso ter bom senso para que as adaptações necessárias aconteçam” – esclarece.






Recuperação do meio-ambiente:

Divulgado recentemente por uma emissora de tevê, dentre 59 cidades com a pior execução dentro do selo Município Verde e Azul, na região de Ribeirão Preto, Monte Azul Paulista ficou com a última posição com 5,14 de nota enquanto diretivas como arborização, município sustentável e conselho ambiental, a nota registrada foi zero.

Em uma conversa com Elaine Cacini, responsável pelo setor, o prefeito tomou conhecimento que nas gestões anteriores o setor não recebeu atenção e real interesse no desenvolvimento do setor, através de informativos e ações mais contundentes. O prefeito ressaltou que o setor de meio-ambiente procurou desenvolver atividades mesmo dentro de tais dificuldades, mas que, sua gestão possui interesse em desenvolver e participar desse selo, realizando até mesmo as tratativas jurídicas para ações.

“Mas, não é só isso [o selo]. Também pensando no combate à dengue, na educação da população, nós tomamos medidas de limpar o anel viário retirando todo o lixo que havia e realizando podas de árvores, mesmo assim, dias depois, houve o despejo novamente de lixo. É preciso conscientizar. Em função disso, já realizamos orçamentos de lixeiras grandes para destinar em pontos estratégicos na extensão do anel viário. Também estaremos realizando a distribuição de contêiner para lugares em que as pessoas costumam destinar lixos, se possível com tampa, para evitar que animais esparramem e poluam ainda mais” -, explica.

O prefeito solicitou ao setor responsável que enumere as prioridades do município para retomarem ações pelo selo Verde e Azul. “Dentre das prioridades está a construção da lagoa de tratamento que tanto se falou e não acontece. Sobre a coleta, pela Cetesb, já há um estudo sobre se compensa manter o descarte aqui ou procurar realizar em outras cidades, como acontece com algumas cidades vizinhas”.
 



Turismo ecológico e rural como alternativas econômicas:

Ao ser questionado sobre o nicho que mais cresce na região, Marcelo Otaviano aponta que sua administração pensa na criação da pasta do Turismo. “Há um estudo sobre isso, tecnicamente pensamos em cria-la separada ou vinculada a outra, tudo depende do que possa ser oferecido pelo Governo Federal e Estadual”.

“Além disso, temos que discutir um nicho para Monte Azul, não só para o Turismo. Mas sim algo em que a cidade esteja vinculada, pois antes tínhamos a cultura agrária que hoje é pouco fomentada, a cana gera pouco emprego. Discutimos com Sebrae o que podemos fazer sobre isso. Também discutimos na semana passada sobre o complexo que está se criando como Barretos, não só com o rodeio, mas a possível criação de um parque temático, Olímpia com a criação de outro parque. Bebedouro está entrando nesse circuito e Severínia já está pegando carona com acomodação, Cajobi também. As cidades vizinhas têm que pegar um gancho nisso” – aponta.

Marcelo aventou a possibilidade de tentar oferecer o “Parque Denise” para alguma empresa explorar o seu potencial de forma privatizada. Noutra possibilidade, a depressão geológica entre o centro, Cruzeiro e Colina dos Sonhos é enfatizada por Marcelo como uma potencial reserva de exploração para parques temáticos às empresas que tenham olho para desenvolvimento turístico. A reserva da nascente do Rio Cachoeirinha, no Manancial Municipal não ficou de fora. Para o prefeito, aquela área pode ser explorada como um ponto turístico e de frequência popular.

Aos 45 dias de administração, Marcelo Otaviano encerra a entrevista dizendo que tem muito por se fazer ainda e agradeceu ao Enfoquemania pela matéria.


Fonte:  EnfoqueMania (JS Malaguti)

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