Mulheres superam perdas familiares e se destacam à frente de grupos rurais no interior de SP.
Aos 25 anos, Sarita Junqueira Rodas cursava o último ano de direito, quando enfrentou a morte inesperada do pai, seis meses após a perda de irmã mais velha. Estudante, Cássia Negri mal havia completado a maioridade e também já superava a morte do pai e do avô, em um período de dois meses.
Mais do que compartilhar histórias trágicas, Sarita e Cássia têm em comum o destino que as colocou diante do maior desafio de suas vidas: rever todos os planos para o futuro e assumir os negócios da família. Mesmo inexperientes, elas superaram os obstáculos e se tornaram mulheres bem sucedidas no agronegócio.
“Hoje, percebo que falta a gente se encorajar mais. A capacidade e o poder nós já temos. Mas, falta encorajamento mesmo, vontade, porque não é fácil. Mas, nada é fácil na vida, tem que ter coragem. A questão é descobrir o seu propósito e se desafiar. Quando você tem um motivo maior, se encoraja e segue em frente”, diz Sarita.
Filha única, Cássia relembra que nem tinha carteira de habilitação, quando se viu dentro de uma cooperativa cheia de produtores rurais, ao lado a mãe, dona de casa, para pedir orientações sobre como conduzir a lavoura de cana-de-açúcar em Dumont (SP). Hoje os 80 hectares da família produzem 4 mil toneladas por safra.
“Meus planos eram passar no vestibular, estudar medicina, estava me preparando para isso. Mas, eu tinha que cuidar da minha mãe. A gente tinha que fazer dar certo, uma ajudando a outra, não era uma questão de escolha. Eu não tinha trabalho, tinha 18 anos, nem carro eu dirigia. Não foi fácil, mas a gente conseguiu”, afirma Cássia.
Fonte: http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/


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